Arquivos de etiquetas: Música

Os 45 anos do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

4 jun

Oi, gente! Tudo bem?

Fãs de Beatles estão felizes (eu, pelo menos, estou). Sexta-feira passada o histórico álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” completou 45 anos. Esse aqui:

Imagem: Reprodução

O disco foi lançado em 1º de junho de 1967, passou 27 semanas no topo da parada britânica e 15 nas americanas. Sgt Pepper’s mudou a história do rock/pop mundial por diversos motivos: a capa histórica, as letras no encarte (sim, até então isso não existia), mistura de sons indianos e ingleses, guitarras com cordas, instrumentos de sopro, novas formas de gravação…

Os Beatles levaram cerca de 4 meses para gravar, editar e lançar o álbum. O que eu, Carla, acho mais legal, é o fato de as músicas serem meio que emendadas, sabe? Não há aquele intervalo de alguns segundos, cada canção se encaixa na outra, contando uma história com começo, meio e fim.

A famosa capa foi produzida pelo designer Peter Blake e traz uma colagem com diversos nomes conhecidos, como Marilyn Monroe, Marlon Brando, James Dean, Sigmund Freud, Karl Marx, Edgar Allan Poe, Oscar Wilde, Bob Dylan, Stu Sutcliffe (baixista original da banda) entre outros. A idéia era colocar outras personalidades, como Jesus Cristo, Adolf Hitler e Elvis Presley, mas por questões judiciais (Lennon já havia dado a declaração de que os Beatles eram mais famosos que Cristo) e históricas, foi descartada. Ainda assim, centenas de outros artistas reproduziram a imagem durante suas carreiras.

O som também influenciou outras bandas e músicos. Jimi Hendrix ficou encantado e em menos de 48 horas havia aprendido todo o repertório do álbum, os Beach Boys, que haviam impressionado os Beatles com o “Pet Sounds”, ficaram surpresos com o disco, Stones, Clapton e até mesmo os Stooges viveram os efeitos do Sgt. Peppers.

Eu tenho esse álbum, em CD e digo que é incrível. Os sons se encaixam, as letras continuam atuais, a produção é rica e cheia de detalhes… tudo fica redondinho nesse LP, sabem? Não sei dizer se o considero o melhor trabalho do quarteto, porque como fã fica muito difícil escolher um só.

Para citar alguns dos inúmeros hits de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band:

Essa eu vi ao vivo, é impressionante:

E uma das mais lindas deles:

As influências do LP são tão grandes, tanto na época quanto nos dias atuais, que podia passar dias escrevendo sobre isso. Mas aí como o post ficaria gigante, achei melhor indicar esse link, que está bem completinho.

Agora vou lá no cantinho ouvir mais um pouco. Quem vai comigo?

Titãs relança “Cabeça Dinossauro” remasterizado

31 mai

Oi, gente! Voltei!

Para quem gosta de rock, especialmente do gênero mais pesado, deve conhecer o álbum abaixo:

Imagem: Reprodução

O “Cabeça Dinossauro” é um dos álbuns mais emblemáticos do rock nacional e dos Titãs. Lançado em 1986, foi com ele que o grupo teve seu maior destaque no cenário musical e passou a ser conhecido como um representante do heavy metal/ punk nacional. Acontece que a banda comemora 30 anos em 2012 e resolveu relançar alguns de seus materias, remasterizados. E adivinha qual é o destaque da vez?

Essa semana, uma versão de luxo do álbum foi disponibilizada na loja do iTunes, à venda por US$ 11,99 (mais ou menos R$ 24,00). Além das 13 faixas oficiais, a nova edição do “Cabeça Dinossauro” traz um segundo CD, com demos que deram origem ao LP e com faixas inéditas como “Vai pra Rua”, que foi substituída por “Porrada” no disco de 24 anos atrás.

O legal de ouvir músicas remasterizadas é que, em alguns casos, instrumentos que antes não apareciam podem ser notados e vice-versa, então é como se você estivesse ouvindo o trabalho pela primeira vez. No caso do trabalho dos Titãs, isso significa sons mais crus, pesados e até mesmo agressivos.

Separei algumas faixas que estão no LP e que talvez vocês conheçam (nem todas possuem clipe, então tive de apelar para acústicos e ao vivo):

E uma das minhas favoritas:

Paul McCartney relança seu primeiro álbum em carreira solo

29 mai

Oi, gente! Voltei!

E trago notícias para os fãs de Beatles, ou ao menos aos apreciadores de boa música: é que Paul McCartney irá relançar, em modo remasterizado, “Ram”, seu segundo e elogiado trabalho após a saída do quarteto de Liverpool e que deu início à sua consagrada carreira solo.

Espertinho… (Imagem: Reprodução)

Mas calma, conto toda a história. Aos poucos o músico vem atualizando seus trabalhos e incluindo materiais inéditos. Isso não é diferente no caso de “Ram”. Esse álbum foi feito na Escócia e colocado no mercado em 1971, logo após o fim oficial dos Beatles. Também é um dos primeiros que contém os créditos conjuntos do Paul e de Linda McCartney, sua eterna companheira.

Aliás, vale lembrar que foi ela quem tirou o marido de uma espécie de depressão após o fim da banda, na fazenda de Mull of Kintyre (ligaram o nome, né?). Foi aí que ele compôs todo o material de “McCartney”, lançado em 1970 e remasterizado no ano passado, junto de “McCartney II”. Na época, as pessoas ainda buscavam respostas para a dissolução do quarteto britânico e o álbum não atendeu às necessidades.

As coisas começaram a ficar mais claras quando “Ram” chegou às lojas. Alí temos “Uncle Albert/ Admiral Halsey“, primeiro single a ficar no topo das paradas americanas em toda a sua carreira solo. Outras músicas não tiveram o mesmo sucesso, mas no geral o álbum conseguiu se sair bem, alcançando o número 1 entre os mais vendidos no Reino Unido e o segundo nos EUA.

A “pedra no sapato” dele na verdade foi toda a polêmica criada com o fim dos Beatles e a expectativa de esclarecimentos, com fãs criando histórias utilizando os símbolos da contracapa, por exemplo. Meio que repetindo a história do “Abbey Road”, sabem? Somado à isso, a primeira faixa é Too Many People”, com um McCartney opinando sobre as pessoas que “gostavam de dar sermões” e que foi associada a seu grande amigo, John Lennon.

Claro que veio resposta. Quando Lennon lançou “Imagine”, cutucou Paul com a agressiva “How do you Sleep?”. E assim foram diversas imagens e músicas, até que ambos resolveram deixar as briguinhas de lado em prol da música. O resto a gente já sabe. Mas voltando ao relançamento, todas as faixas foram remasterizadas no famoso estúdio da Abbey Road e quem comprar a nova edição, receberá também um segundo disco, que traz a famosa “Another Day” (que eu adoro e já disseram ser a minha cara!), esse sim, primeiro single da carreira solo de Paul:

A versão remasterizada de “Ram” está à venda no site oficial do Paul McCartney, com valores a partir de US$ 25,99 (fora envio, claro). Nem preciso falar que a mão coça, mas o bolso reclama, né? Fã de Beatles sofre…

Last dance, last chance… Donna Summer

18 mai

Oi, gente! Voltei!

Ontem vocês devem ter visto por aí queDonna Summer, a chamada “Rainha da Disco” faleceu aos 63 anos, vítima de câncer. Mas você sabe mesmo quem era a cantora?

Imagem: Reprodução

Originalmente chamada de LaDonna Adrian Gaines, a cantora vendeu aproximadamente 130 milhões de álbuns no mundo todo e recebeu o Grammy 5 vezes. Começou a cantar como backing vocal do trio Three Dog Night e depois no grupo de rock psicodélico The Crow, porém alcançou o sucesso na disco music em 1974, com “Love to Love you Baby”, que alcançou o segundo lugar da Billboard em 1976.

Foi seguindo com uma sequência de hits e LPs por ano até 1984, somando 17 trabalhos. Nesse meio vieram hits como “Hot Stuff“, “Let’s Dance”, “She Works Hard for the Money” e outros. Só que nessa década, a cantora trocou de gravadora e passou a ter menos destaque, chegando até a abandonar seus antigos hits.

Summer foi a única artista a ter três discos duplos consecutivos em primeiro lugar nas paradas e a primeira cantora com quatro singles em primeiro lugar em um período de 13 meses. Seu último trabalho é “Crayons”, de 2008, embora ela estivesse em processo de gravação de seu sucessor.

Nada mais justo deixar aqui alguns dos hits da cantora, né? Se você não conhece o trabalho de Donna Summer, aconselho a começar a ouvir agora, muito do que conhecemos hoje de música eletrônica e de cantoras do que hoje é chamado de r&B vem dela. Pois vamos lá:

E uma das minhas prediletas, porque me lembro disso AQUI:

Ah, quer saber o poder e influência de Donna Summer? Então clique AQUI.

Paul McCartney pode finalizar música de George Harrison

16 mai

Oi, gente! Voltei.

Fãs de Beatles, comecemos a surtar! hahahaha Depois de ficarmos tristes em saber que o Ringo perdeu todas as fotos que tinha da banda, Olivia Harrison, viuva de George Harrison, avisa que irá lançar materiais inéditos do músico e que uma das músicas deve ser finalizada por Paul McCartney.

Imagem: Associated Press

Eu explico. Acontece que Olivia possui uma série de gravações demo do George, assim como idéias de canções e em entrevista ao jornal “The Express” ela disse que quer dar essas músicas para outros artistas terminarem, deixando claro que Paul é um desses escolhidos. Além dele, Eric Clapton, Tom Petty e Jeffy Lynne seriam outros a trabalharem nos conteúdos.

O álbum ainda não possui nome, mas deve ser lançado no ano que vem, quando Harrison completaria 70 anos. Ou seja, já sabemos que virá material bom por aí, a questão é aguentar a ansiedade!

Dica de passeio: exposição Let’s Rock

15 mai

Oi, gente! Tudo bem?

Lembram que eu falei AQUI sobre uma exposição sobre rock chamada Let’s Rock? Sábado passado consegui passar por lá, afinal como que uma fã do gênero ia deixar passar essa oportunidade? Pois, bem, deixei o frio de lado e fui conhecer:

Imagem: Reprodução

Para quem gosta de classic rock, essa é a oportunidade. A Oca, no Ibirapuera, foi tomada por fotos, vídeos, sons e instrumentos musicais, em grande parte pertencentes aos grandes nomes do ritmo como Elvis, Beatles, Stones, The Who e outros, seja de fora ou daqui (aliás, há um bom destaque para as bandas nacionais, gostei muito!).

Como não podia deixar de ser, me acabei nas áreas voltadas ao quarteto de Liverpool, mas serei forte e postarei só algumas imagens:

Sim, acima temos um baixo autografado por Paul McCartney em 93! Ok, lá fiquei sabendo que nem é o que ele usa (lado ruim de andar com músico é esse), mas mesmo assim! UM BAIXO COM O AUTÓGRAFO DE UM BEATLE! Para mim, está ótimo!

Cada banda/cantor ou até mesmo vertente do rock era representado por uma espécie de painel, com itens de colecionadores ou vindos de museus. As fotos geralmente eram do Bob Gruen, famoso fotógrafo de músicos que fez várias imagens legais, inclusive de cantores não necessariamente do gênero, como a Madonna e o Michael Jackson.

Além disso, a Rolling Stone fez posters de algumas das suas mais famosas capas, pendurando em várias alas do local. Ainda tinha fotos no fundo, com os músicos e pequenas salinhas com o nome de cada década e diversos hits de cada uma delas. Por exemplo: na de anos 80 tinha de Siouxie and the Banshees até Bon Jovi, por exemplo, passando por nomes do rock nacional.

Separei algumas imagens que achei bem legais:

Elvis em tamanho natural

A famosa roupa do cantor (juro, dava impressão que ele estava alí, arrepia!)

O porco voador dos shows do Roger Waters

Amei essa placa! hahahahah

Rush (a cara de feliz do Geddy Lee está ótima!)

Brian May, do Queen

John Lennon

Ringo Starr e sua ótima cara de felicidade

The Clash

David Bowie, mostrando que antes de muito emo ele já era andrógeno e se pintava

Steven Tyler (adoro!)

Agora algumas coisinhas: se puder, vá de ônibus. Estacionar no Ibirapuera é difícil e pago (tem zona azul e sim, precisa recarregar o talão). A entrada custa R$ 20,00 a inteira e estudante paga meia. Não é permitido entrar com bolsas, mochilas, comidas e bebidas, de qualquer tipo. Porém há chapelaria ao lado e de graça.

Lá dentro há uma área com guitarra, violões e baixos, para quem quiser tocar. Não paga nada, mas a maioria dos instrumentos está desafinado e alguns já não contam mais com os locais para plugar os cabos (falta de educação, hein gente?). Há também uma lojinha com produtos (camisetas, chaveiros, canecas, livros, CDs e DVDs), porém tudo MUITO caro. Digo isso porque vi uma caneca dos Beatles a R$ 59,00 e um chaveiro a R$ 42,00.

Cada dia há uma homenagem a uma banda ou artista. Sábado era para o Kiss, então quem quisesse podia assistir documentários, saber mais da banda e inclusive, se pintar como um dos integrantes. Para saber mais sobre a programação, clique AQUI. Aliás, vale olhar o site oficial, que é bem completo e informativo.

Vale muito a pena, especialmente se você gosta de música antiga. Dos anos 90 para cá tem pouca coisa. A Let’s Rock fica na Oca até o dia 27 desse mês, de terça à domingo, das 10h às 22h. Os ingressos podem ser comprados no local ou no site Ingresso RápidoE o endereço é Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera – SP – Portão 3. Corram!

Novidades sobre novo trabalho do Aerosmith

14 mai

Oi, gente! Voltei!

Fãs do Aerosmith e dos Toxic Twins (e isso me inclui), preparem-se! Joe Perry, guitarrista da banda, deu novas informações sobre o próximo trabalho da banda, a ser lançado em breve, porém sem data prevista.

Steven Tyler e Joe Perry. Imagem: Reprodução

Em uma entrevista à Rolling Stone americana, o músico deu mais detalhes sobre o novo disco do quinteto, o primeiro de inéditas desde 2001. De acordo com ele, o primeiro single se chamará Legendary Child, será lançado nas próximas semanas, apresentado na final do American Idol (onde Tyler é um dos jurados e claro, meu favorito) e ainda fará parte da trilha sonora do filme G.I. Joe 2: Retaliação.

“O disco vai soar moderno, com som em alta fidelidade. Não sentamos e decidimos gravar Night in the Ruts [de 1979] ou Rocks [1976] outra vez”, explicou Perry. “Queríamos fazer um disco com sonoridade moderna, mas com a energia que os primeiros discos tinham”.

Legendary Child já está em fase de mixagem e, embora sem data de lançamento divulgada, pode ser lançado no final do verão americano, ou seja, lá para o final de setembro. Quem mais está curioso para conhecer o som novo do Aerosmith? Eu estou!

Raridades de George Harrision serão lançadas

1 mai

Oi, gente! Tudo bem?

Beatlemaníacos, preparem-se. Teremos lançamentos deGeorge Harrison!

Imagem: Reprodução

O material, chamado Early Takes Volume 1 (isso significa que teremos o 2, 3…?) vai trazer fitas demo, raridades e canções inéditas do Beatle. Além disso, músicas utilizadas no documentário Living in the Material World, dirigido por Martin Scorsese e lançado no ano passado, também poderão ser encontradas no álbum.

O lançamento aconteceu ontem nos Estados Unidos (e aqui, quando chega, gente?) serve como homenagem ao George Harrison e lembrança do 10º aniversário da morte do músico, vítima de um câncer aos 58 anos, em 29 de novembro de 2001. Além de ser reconhecido como um dos mais talentosos compositores e guitarristas de todos os tempos, o Beatle também é lembrado por sua ligação com a meditação transcendental e pelo álbum “All Things Must Pass” (1970), um dos primeiros LPs triplos a serem lançados e considerado o melhor trabalho solo lançado por um dos “Quatro Garotos de Liverpool”.

Early Takes Volume 1 traz faixas como My Sweet Lord, All Things Must Pass e a regravação de Mamma, You’ve Been on my Mind, de Bob Dylan. Essas aqui:

Já estou vendo que vou falir… Quero esse álbum para ontem!

Especial Paul McCartney – meninos, eu vi!

27 abr

Oi, gente! Tudo bem?

Para encerrar direito nosso especial sobre a vinda de sir Paul McCartney ao Brasil, deixei o post mais insano para o final. E por isso preciso contar uma historinha. Quando eu reservei meu quarto lá no Golden Tulip Recife, estava bem preocupada porque não encontrava lugares para ficar. Minha intenção era me hospedar em algum lugar próximo ao estádio, mas obvio, foram os primeiros a ficarem cheios.

Aí que fiz meu check in às 14h e fui para meu quarto. Lá o responsável por levar minha mala me disse “vou te contar algo em off. O cara vai ficar hospedado aqui”. Na hora eu pensei que ele estivesse só fazendo média, querendo ganhar algo, então agradeci e deixei para lá. Até porque eu sabia que o Paul ficaria em um resort em Porto de Galinhas.

Fui fazer outras coisas e do nada vem uma mensagem de uma amiga minha, falando que o cantor se hospedaria no local em que eu estava. Duvidei novamente porque né, nem tinha esquema de segurança. Aí que o recepcionista havia me falado que talvez tivesse uma van que levaria e buscaria os hospédes para o evento. Isso muito me interessava porque ir a gente se vira, mas voltar?

Pois sábado de manhã, lá para às 10h, recebi outro SMS, falando que Paul McCartney estaria no Golden Slumbers Tulip Recife. E por uma coincidência, comecei a ver movimentação na porta do hotel, equipe de TV… A curiosidade ficou mais forte e obvio, desci para ver. Até porque ia conferir a história da van e se não tivesse mesmo, já iria para o estádio e ficava na fila.

Cheguei na recepção, conferi que ia mesmo ter a condução, porém não daria para somente voltar. Mesmo assim topei. Aí fui chegando perto da porta e a história que o Paul estava lá foi ficando mais forte. Com a minha cara de pau típica fui me aproximando de um grupo, puxei conversa e soube de tudo: o músico estava sim no mesmo hotel, chegou lá as 03h e usava a suíte do 19º andar. E mais, sairia pelo saguão em que eu estava para a passagem de som.

Imaginem a minha cara de surtada quando soube disso! E juntou com a alegria do João, que conheci nesse momento e que decidiu ficar no saguão até o Paul aparecer. Só me lembro de ele ter falado “você vai ficar aqui? Eu não arredo o pé desse chão. Vamos ficar?” Não precisou falar duas vezes, criei raízes no local, junto de outras pessoas.

Carol (de Maceió), eu, Julia (uma paulistana moradora de Recife) e no fundo o João (mineiro morador de SP) dando entrevista para o Diário de Pernambuco. Paul incentivando o turismo!

Ficamos batendo papo, dando risada, não comemos, bebemos, sentamos… até às 17h, quando sir Paul McCartney desceu e PASSOU DO MEU LADO! Eu provo:

Já peço desculpas pelo meu “Hi, Paaaaaaul” desesperado. hahahaha Eu sei que depois disso eu olhava para o João e os dois não conseguiam falar nada, as mãos tremiam, eu sorria como boba ao lado da Julia, a Carol chorava… E então nos lembramos que a van passaria em 50 minutos e nós sequer havíamos almoçado.

Subimos todos correndo, fomos comer, tomar banho e nos arrumar e às 17h50 já estávamos todos no saguão novamente. Aí fomos ao Arruda, eu assisti o show em um setor que nenhum desses meus novos amigos estavam, mas me diverti igual. Pois saindo, meio que rápido porque tinha uma caminhada até a van, começo a ouvir buzinas.

E som de moto. E mais buzinas… Foi quando me deu um insight: Paul vai passar por aqui. Cansada, quebrada, sozinha, sem bateria na câmera e com o celular quase zerado, grudei meus pezinhos na calçada do estádio. E então veio o ônibus, com Paul e Brian grudados no vidro, junto do motorista, fazendo tchau.

Comecei a fazer também, até que ele me viu e FEZ TCHAU PARA MIM! Sim, um Beatle me viu e duas vezes no mesmo dia, têm noção? Depois disso, acelerei o passo para a van e pensando só em contar para o pessoal. João quase morreu quando eu disse, mas tudo bem. hehehehe Difícil foi encarar a realidade, voltar para a casa algumas horas depois (cheguei no hotel mais de 01h da manhã e meu check out foi feito às 10h).

Eu NUNCA ia sequer desconfiar que me hospedaria no mesmo local do meu ídolo e que eu conseguiria ve-lo tão de pertinho. Para mim eu ia passar a vida toda juntando moedas para um dia estar na terra da Rainha e aí quem sabe, encontrar titio Paul. Então, se vocês acreditam em algo, batalhem mesmo, de coração aberto, porque por mais difícil que possa ser, uma hora você chega lá. Eu ainda processo a idéia de que cheguei, está surreal demais para mim.

Agora vocês entendem o motivo de o blog ficar mais paradinho essa semana, né? Me respondam: vocês têm ídolos? Quem são? O que faria se os encontrasse? Aliás, já encontraram? Como foi?

Especial Paul McCartney em Recife – o show

26 abr

Oi, gente! Tudo bem?

Continuando o especial sobre a vinda do Paul McCartney ao Brasil e minha ida a Recife, hoje conto sobre o show em si. Dessa vez o Beatle (insisto, para mim não há ex-Beatle) veio com a turnê On The Run, misturando clássicos de sua carreira com algumas músicas de seu trabalho atual, Kisses on the Bottom.

Os shows em Pernambuco aconteceram no estádio do Arruda e logo que cheguei a cena era essa:

Isso porque devia ser perto das 19h e o show começou às 21h30, então imaginem esse cenário ainda mais cheio. hahahaha A base do show foi a mesma dos anteriores, porém com algumas alterações. Dessa vez ele tocou:

1 ) Magical Mystery Tour
2) Junior’s Farm
3) All my Loving
4) Jet
5) Got to Get you into my Life
6) Sing the Changes
7) The Night Before
8) Let me Roll it
9) Paperback Writer
10) The Long and Winding Road
11) 1985
12) My Valentine
13) Maybe I’m Amazed
14) Things we Said Today
15) And I Love her
16) Blackbird
17) Here Today
18) Dance Tonight
19) Mrs. Vanderbilt
20) Eleanor Rigby
21) Something
22) Band on the Run
23) Ob-La-Di, Ob-La-Da
24) Back in the U.S.S.R
25) I Got a Felling
26) A Day in the Life / Give Peace a Chance
27) Let it Be
28) Live and Let Die
29) Hey Jude

Bis 1
30) Lady Madonna
31) Day Tripper
32) Get Back

Bis 2
33) Yesterday
34) Helter Skelter
35) Golden Slumbers / Carry that Weight / The End

Eu sei que serei repetitiva, mas foi lindo, maravilhoso, Paul ainda consegue emocionar todo mundo e levar a platéia na palma de sua mão. Assisti ao show ao lado de uma pessoa que ainda não tinha visto uma apresentação do músico e quando as luzes se apagaram de vez, perguntei se tinha valido a pena. E ela me disse que “foi a coisa mais linda que já vi na vida”. Aí acho que vocês conseguem ter noção do impacto que ele causa nas nossas vidas, né?

Chorei boa parte do show, ainda não acredito que ele cantou “Maybe I’m Amazed” (uma das músicas com a letra mais bonita, é um verdadeiro poema) e “Golden Slumbers”, a homenagem ao George continua linda e dessa vez teve até um pouquinho de “Yellow Submarine”, dedicada ao Ringo.

Bom, melhor deixar algumas imagens para vocês:

Da esquerda para a direita: Rusty, Paul e Brian, bem no comecinho do show

"Baby I'm a man and maybe I'm a lonely man who's in the middle of something that he doesn't really understand..."

Não fiz zilhões de fotos porque logo após o vídeo abaixo, minha bateria acabou:

Mas depois disso vocês me perdoam, né? Só posso dizer que foi um dos melhores gastos investimentos (é, investimento mesmo) que já fiz em minha vida. Espero que vocês gostem tanto quanto eu e se tiverem a vontade de ver um ídolo assim, vão. As memórias que ficam são sempre excelente e duram eternamente.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 273 other followers