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Palavras do Du – Renato e o Pen-Drive

15 ago

Oi gente!

Sim, vocês não leram errado, nosso colaborador voltou! Depois de algumas bronquinhas, ele resolveu trazer mais uma história de suspense e terror. Estão preparados? Vamos lá:

“O Rock and Roll Indie e embriagado dos Strokes havia invadido aquele sonho. Isto só poderia indicar que mais uma segunda-feira de inverno estava prestes a começar, e Renato, em meio aos cobertores e endredons abrira os olhos para desligar o telefone celular que usava como despertador.

Madrugada fria, 5:30 da manhã e o som do vento invadia o apartamento vazio, contornando a mobília e tornando cada vez mais difícil a primeira tarefa daquele dia: sair da cama.

Renato seguiu como todas as segundas feiras: tomou banho, escovou os dentes, colocou uma roupa apropriada e seguiu para a cozinha a procura de um café quente para melhorar os ânimos.

De repente, lembrou-se de que deveria levar aquele pen-drive para o trabalho. “Onde coloquei?” confrontava a si mesmo. “Está na caixa amarela, sobre a estante de madeira”, lembrou.

Seguiu para sala de jantar, e avistou a caixa sobre a estante. Dirijiu-se a ela, uma caixa de papelão do sedex, onde ele guardara várias bugigangas, e entre elas, o pen-drive com seu trabalho.

Abriu a caixa e observou que haviam 2 pen-drives. Resolveu pegar os dois. Estes objetos pequenos cabem na palma da mão, e foi na esquerda que Renato os segurou, a fim de não deixá-los em um súbito esquecimento, afinal, ainda estava sonolento.

Imagem: Reprodução

Voltou para a cozinha e seu café, feito no microondas, repousava quente dentro de uma caneca. Com sua mão direita, pegou-a e seguiu a beber o líquido quente que confortava seu paladar e esquentava seus ossos.

Foi então que abriu a mão esquerda e notou que havia apenas um pen-drive em sua palma. Repreendeu a si mesmo: “ora, que cabeçudo, larguei em algum lugar e nem percebi!”.

Colocou a caneca já vazia sobre a bancada e deu uma boa olhada em toda cozinha. Nada encontrou.

Partiu para a sala jantar, procurou sobre a mesa redonda de madeira escura, sem sucesso.

Voltou a abrir a caixa Sedex, esvaziando-a sobre a mesa, e … nada.

“Ora ora, onde deixei?”

Renato sentiu a manhã escura e muito fria. A chuva que caia desde a madrugada tornara-se uma garoa e o vento cortava as janelas de alumínio, atravessando suas frestas e assobiando. A porta do quarto bate!

Um arrepio percorre seu braço e fica uma sensação de que tem alguém atrás porta, porém não se deixa abater e decide olhar todos os cômodos do pequeno apartamento. Banheiro… nada. Quartos…. nada. Sala de estar …. nada.

Um silêncio fora do comum envolve aquele espaço e apenas a luz da sala de jantar estava acesa. Renato ouve apenas seu coração batendo mais forte, então,  afasta uma cadeira e senta-se. Apóia os cotovelos na mesa e resolve rezar para recuperar a coragem. Terminada a oração, ele levanta a cabeça e inexplicavelmente a luz começa a piscar em um rítimo aleatório e assustador.

Ela permaneceu piscando por uns 2 ou 3 minutos, mas o garoto não teve dúvidas, pegou sua pasta, desligou o interruptor e saiu tão rápido quanto pode pela porta da sala!!!

Entretanto, o mais perturbador era saber que após sua jornada de trabalho, teria que voltar ao seu apartamento!

Dicas do Du: o Casarão de Campinas

23 out

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje teremos um post especial de nosso novo colaborador. O Du é o mais novo membro da nossa equipe! E para mostrar que ele veio com o espírito de halloween, nos trouxe uma história de terror. Todos conhecemos alguma lenda ou escutamos alguém falar de algo incomum, mas e quando é conosco ou com alguém próximo?

Para saber o que ele escreveu (e é verídico), apague as luzes, acenda suas lanternas, pegue sua pipoca e vamos lá!

“Paulo estava morando em um casarão no centro de Campinas, era antigo, mas era apenas pelo período do curso de Eletrônica.

Aluguel barato e local estratégico.

Na frente do casarão, a rua de paralelepípedos era bem estreita, podia passar um carro de cada vez. A porta, era grande e logo ao passá-la uma escada ainda de madeira ficava espremida entre as paredes, formando um corredor estreito que levava ao segundo andar da antiga construção.

Na parte superior, havia um corredor que ligava a lavanderia na parte de trás da casa ao banheiro na parte da frente. Entre eles a cozinha, que ficava ao lado da lavanderia e 2 quartos. Um deles tinha a janela para rua, de onde via-se as pessoas passarem na calçada logo abaixo. O forro era todo de madeira e os lustres amarelados pelo tempo.

Uma noite, Paulo vinha voltando do curso para o descanso, como fazia todos os dias. Ao percorrer a rua estreita percebeu um silêncio diferente de outras noites, a lua cheia iluminava o paralelepípedo e os carros haviam parado de passar.

Paulo abriu a grande porta, que fez seu rangido habitual, subiu as escadas e acendeu a luz do corredor. Olhou para a esquerda e viu a porta do banheiro fechada. Ao entrar na cozinha, percebeu que seu colega de quarto havia deixado a louça suja. Alexandre voltou para São Paulo naquela tarde e provavelmente saiu atrasado, pois largou a cozinha imunda.

Dirigindo-se ao quarto, passou primeiro pela porta do quarto do colega, que estava aberta, e sentiu um pequeno calafrio na espinha. Neste momento, lembrou-se de uma noite na semana anterior quando uma mão havia tocado seu pescoço enquanto dormia e o fez acordar. Ao levantar não viu ninguém e ao verificar o quarto ao lado, Alexandre estava dormindo. “Estive sonhando”, pensou.

Trocou de roupa em seu quarto e foi limpar a cozinha. A noite caía, no céu a lua cheia parecia abraçada por algumas nuvens e a rua, cada vez mais calada.

Demorou um tempo até que a cozinha ficasse mais limpa. Quando começou a lavar a louça, o relógio já denunciava que faltava 1 hora para meia noite.

De repente, um barulho forte….. uma porta havia batido! Paulo assustou-se e verificou que as portas não haviam mudado de posição. Porém, atravessou o corredor e fechou a porta dos dois quartos, chegando ao banheiro, abriu a porta e fez uso dele, deixando a porta aberta ao sair.

Ao voltar  para cozinha, voltou a esfregar a esponja com detergente nos pratos. Outro estralo! Mais uma batida de porta, violenta! Então, Paulo percorreu os olhos atravessando o corredor até a porta do banheiro. Para sua surpresa, ela continuava aberta, e a dos quartos… fechadas!

Paulo sentiu novamente aquele calafrio, o silêncio aumentara. Em uma tentativa de espantar o medo que começava a domar suas pernas, andou apressado em direção ao banheiro e fechou a porta. Virou-se, encarou o corredor em direção da cozinha e com a respiração profunda lentamente dirigia seus passos de volta.

Quando chegou na porta da cozinha, um frio gelado tomou conta de seu estômago, suas pernas começaram a tremer e aterrorizado percebeu que toda a louça que estava dentro da pia, encontrava-se espalhada por toda cozinha.”

Quer saber mais? Sábado que vem o Du volta. Enquanto isso, deixe seus comentários!

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