Sugestão de Leitura: Sobrevivi Para Contar

5 set

Oi gente, voltei!

Demorei para dar mais dicas de livros, não? Confesso que eu sou meio chata com literatura, porque preciso me identificar e me apegar a uma obra antes de recomendar a alguém. E infelizmente não tenho conseguido ler muito nos últimos tempos (meu instinto nerd sofre).

Mas aí que descobri um título bem interessante e vim compartilhar com vocês. Alguém conhece Immaculée Ilibagiza? Essa aqui:

Ela não é modelo, nem escreve histórias de vampiros, bruxinhos, coisinhas fofas. Immaculée é de Ruanda e seu livro de estréia se chama “Sobrevivi para Contar – O Poder da Fé me Salvou de um Massacre” (Editora Fontanar). Essa é a capa:

Ilibagiza estudou eletrônica e engenharia mecânica na Universidade Nacional de seu país, possuía uma ótima família, foi criada no catolicismo e pertence à etnia Tutsi. Sua vida era perfeita até que os hútus, grupo contrário, conseguiu derrubar os governantes e tomar o poder do país em 1994.

A partir daí começou um massacre que durou mais de 100 dias e acabou com toda a família de Immaculée, deixando-a como a única sobrevivente. Para isso ela conseguiu o apoio de um pastor e se escondeu em um banheiro de 1,2m x 0,9m com mais sete mulheres, durante 91 dias.

Alí elas não podiam falar, usar o banheiro, fazer barulho e até comer era racionado. Enquanto estava escondida, a jovem usou seu tempo para rezar e estudar inglês, graças a um dicionário que carregava. Quando foi finalmente salva por soldados franceses da ONU, 23 quilos mais magra e em péssimas condições de saúde, Immaculée se recuperou e foi até a sede da organização, insistiu e conseguiu um emprego, falando um inglês fraco e simples, além de não saber usar o computador.

Trabalhou nos escritórios até 1998, quando se casou com Bryan Brown e se mudou para Nova York com ele. Lá voltou a procurar emprego nas Nações Unidas e foi contratada novamente. Nessa época os hútus conseguiram reassumir o poder e recomeçaram o massacre, tentando acabar com testemunhas e sobreviventes.

Illibagiza hoje mora em Long Island e possui a ONG “Life to Tell”, onde auxilia sobreviventes de genocídios e massacres, assim como ela. Um dos pontos de maior destaque em sua vida é o fato de, mesmo perdendo tudo e todos que tinha, conseguir perdoar seus assassinos e pregar esse ideal até hoje.

É um livro com leitura fácil, mas conteúdo denso, algumas vezes forte. Ainda assim ensina que a fé, o amor e o otimismo podem conviver em sintonia, mesmo em situações mais desesperadoras. Outro ponto que destaco é que a gente reclama de tanta coisa pequena e quando lemos a história de Immaculée Ilibagiza temos a noção do que é sofrimento, força de vontade e superação.

Não encontrei em muitas livrarias, mas dá para acompanhar AQUI e AQUI. Alguém mais já leu? O que acham do tema ou de livros como o dela?

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