65 Anos de Freddie Mercury – Homenagem

6 set

Oi gente, voltei!

Ontem foi aniversário de uma das maiores lendas, vozes e personalidades da música (é, nem considero só do rock). Eu falo de Farrokh Bulsara. Heeeeeein, Carla? Esse:

(Imagem de Reprodução)

Popularmente conhecido por Freddie Mercury, o líder do Queen nasceu em 5 de setembro de 1946 em Stone Town, Zanzibar, hoje território da Tanzânia. Viveu pouco, 45 anos, mas o fez de forma intensa. Foi eleito um dos melhores cantores de todos os tempos, uma das vozes mais conhecidas e referência para centenas de músicos (ou vocês acham que Lady Gaga adotou esse nome à toa?).

Filho de indianos, frequentou a St. Peter Boarding School, escola inglesa perto de Bombaim, na Índia, onde mostrou seu dom na canção, começando pelo piano. Foi lá também que ganhou o apelido de Freddie, que se tornou tão comum a ponto de seus pais o chamarem dessa forma.

Foi para a Inglaterra em 1964, aos 18 anos, junto de seus pais, por causa de uma guerra em seu país. Na terra da Rainha se formou em Design Gráfico e Artístico pela Ealing Art College. Inclusive foi ele quem criou o símbolo da banda anos depois.

O desinibido e forte Mercury dos palcos na verdade era um garoto tímido, quieto e retraído na escola, porém considerado excelente aluno e com trabalhos artísticos reconhecidos e admirados. Enquanto estudava conheceu Tim Staffel, um baixista que tocava em uma banda chamada Smile junto com dois outros jovens, Brian May e Roger Taylor.

Acontece que em 1970 Tim sai do grupo e cabe a Freddie assumir os vocais. Assim nascia o Queen, tempo em que o jovem adotou o personagem tão conhecido. Nessa época ele namorava com Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi a ela que ele se abriu e assumiu sua bissexualidade.

Embora o relacionamento não tenha durado, os dois continuaram muito amigos e próximos, a ponto de o cantor deixar parte de sua herança para a ex. Mary também foi a inspiração de um dos maiores hits do Queen, “Love of My Life”, como Freddie mesmo uma vez assumiu.

Durante a década de 70, na explosão do Queen, o músico usava um visual rebelde, mas nada discreto: cabelos longos, roupas justas, unhas pintadas e saltos. Esse look saiu de cena com a chegada dos anos 80 e de uma nova faceta do personagem: o que usava o famoso bigode, cabelos curtos, shorts, regatas e uma atitude mais rock.

Foi também a época que ele assumiu ao mundo sua bissexualidade e se tornou mundialmente conhecido por suas festas e por levar homens e mulheres para seu quarto. Isso tudo fez com que em 1991 Freddie ficasse seriamente doente e boatos de que estaria com AIDS passaram a circular.

Sentindo que a situação estava fugindo de seu controle, o músico resolveu dar uma declaração sobre o tema em 23 de novembro daquele ano, revelando sim, ser portador do vírus. 24 horas depois, Freddie Mercury havia falecido, em sua própria casa. A notícia pegou todos de surpresa e centenas, talvez milhares de fãs se dirigiram a casa do músico, levando flores e orações. Esse mesmo local foi doado a Mary e ainda é palco de visitas e mensagens para o artista.

Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no Lago Genebra, na Suíça, onde o músico dizia se sentir em casa. Um ano mais tarde, May, Taylor e a cantora Montserrat Caballé (um dos maiores ídolos de Mercury), além da família do cantor, inauguraram uma estátua em sua homenagem no mesmo local.

Naquele mesmo ano foi fundada pelos membros do Queen a The Mercury Phoenix Trust, uma ONG para pesquisas de cura da AIDS. Foi também nessa época que os músicos reuniram artistas para o show beneficente The Freddie Mercury Tribute Concert.

Durante as Olimpiadas de Barcelona, em 92, Montserrat Caballé interpretou a canção “Barcelona” e foi feito um duelo virtual dela com Freddie. Essa apresentação ainda é considerada uma das mais importantes e marcantes da história da música. Eu sou muito suspeita porque adoro Queen e Mercury, para mim não há um intérprete tão singular e inesquecível como ele.

Eu sei que o músico faria 65 anos ontem, mas acho que bons artistas devem ser homenageados e lembrados constantemente, então deixo aqui a música que mais amo do Queen:

Até o Google fez homenagem ao músico, colocando esse doodle em sua página inicial (vejam se não é incrível):

E o dueto histórico:

Ah sim, para quem quer saber mais sobre a banda ao vivo (e vale muito a pena), valer ler essa notícia AQUI. Não teria como May e Taylor deixarem a data em branco.

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