Retrospectiva Boyish ‘N Girly – Já cansou

27 dez

Oi, gente! Voltei!

Continuando a nossa retrospectiva, hoje trouxe o que “bombou” esse ano e eu sinceramente não aguento mais ver ou ouvir sobre. Quer saber o que é? Vamos lá:

– Color Block:  Mas já, Carla? Pois é, nem começou e eu já estou de saco cheio. hahahaha Na verdade eu não sou muito amiga de tendências e modinhas, tanto que raramente faço posts do tema aqui, mas o fato é que quem lê blogs e revistas que falam de moda vem vendo esse tema desde o meio do ano, mais ou menos.

Só que hoje o color block é tratado como a invenção da roda, como se não houvesse nada antes ou além disso. E sinceramente, por mais alegre que o visual fique, adaptá-lo ao ambiente de trabalho, por exemplo, é muito difícil. Ou você acha que o cliente conseguirá prestar atenção no que você fala quando veste camisa laranja, calça roxa e sapato verde? Sou a favor de usar o que você se sente bem, se isso significar peças totalmente coloridas, tudo bem, mas se for algo mais básico, ótimo também. Alguém precisa ser criticado por isso? E essa correria toda, como se não houvesse amanhã? Hoje encontrar peças em cores básicas é cada vez mais difícil, aí chega em março, a estação muda e a gente faz o que, joga tudo fora, porque se tornou out? Não concordo. Sou abaixo ao color block e a favor da liberdade, principalmente se isso significar conforto e liberdade de vestir o que se quer.

– Ídolos sem Conteúdo: Gente, o que aconteceu que as pessoas emburreceram em tão pouco tempo? Não é um lado velho meu quem diz isso, mas o fato de olhar para os ídolos e vermos que nem 10% deles consegue montar uma frase e dar a opinião sobre algo. Hoje em dia é legal admirar alguém que o maior feito foi ficar 3 meses sem fazer nada, em plena rede nacional? Ou alguém que está mais preocupado com o corte de cabelo do que dar um exemplo para a criançada que compra seus produtos?

Quando eu era mais nova e admirava os menininhos bonitinhos na TV, por exemplo, eles estavam preocupados em ter opinião própria sobre temas fortes e importantes, desde a legalização das drogas até a política nacional. E isso era demonstrado em suas atuações, músicas, livros, entrevistas… e hoje? Jura mesmo que a graça é babar por um cara que não atua bem, tem opiniões bobas e ainda fede? Se for assim, sorry, prefiro ser a velhaca mesmo.

– O Politicamente correto: Não, nem estou falando que é certo fazer piadas de mau gosto, agir de forma violenta, ou coisas do tipo. Mas será que não estamos exagerando? Me lembro de uma professora da faculdade que ensinava ética e dizia que tudo era agressivo. Apresentei um trabalho na matéria dela e usei filmes como “O Poderoso Chefão”, “Uma Outra História Americana” e “Era Uma Vez na América” de exemplo. Ela, claro, ficou chocada com as cenas, mas o fato é que eu assisti esses longas em minha infância, assim como você aí deve ter visto. E estamos hoje aqui, vivos, inteiros e decentes. Quer dizer então que “Atirei o Pau no Gato” é violento, mas liberar Pica Pau, Ben 10 e outros para a criançada, não é? Porque se a regra existe para um, deve ser aplicada em todos, certo? Você não cresceu vendo o Coiote ser atingido por bigornas enquanto tentava caçar o Papa-Léguas? E saiu por aí fazendo o mesmo? Acho que vale a reflexão… estamos mesmo pensando na educação ou apenas transferindo responsabilidades, além de impedir que a criançada crie senso crítico, saiba lidar com a rejeição e personalidades diferentes?

– Vampiros e Zumbis: Antes fosse o vampiro aí de cima! hahahaha Esse ao menos fez uma boa interpretação e estava em uma história com conteúdo (eu sei, o livro ainda é melhor). Mas pessoal, chega de vampiros e zumbis, nem eles aguentam mais. O cinema americano, em específico, vira e mexe faz a mesma coisa: alguém descobre/redescobre um gênero ou algo que prenda a atenção – e o dinheiro – de um monte de gente, aí parece que todo mundo só sabe fazer obras relacionadas ao tema. Assim foi com a leva de longas de terror que vieram após Pânico, por exemplo, e que em seis meses estava desgastada e com roteiro pífio. E ainda insistem em continuar fazendo! Depois vieram longas de ação com carros, terror psicológico (e seus 14158454894152514 Jogos Mortais), histórias antigas como Tróia, Alexandre, 300… filmes para pré-adolescentes com musicais e agora vampiros e zumbis. Depois de um tempo perde o sentido, gente, passa a ficar MacGyver demais. Dá para ser mais criativo?

Claro que aqui são opiniões minhas, que podem e devem ser debatidas. Muito também é para fazer graça, mas gostaria de ouvir de vocês o que já cansou em 2011, aquilo que vocês não aguentam mais e acham que já deu. Que tal contarem aqui?

PS: Imagens de reprodução, encontradas no Google.

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