Retrospectiva Boyish ‘N Girly: A Volta dos que Nem Foram

28 dez

Oi, gente! Vocês estão aí?

Pelo jeito acho que também se divertem nessa retrospectiva boba que faço, né? Meu lado saudosista fica tão feliz! hehehe Hoje eu vou mais fundo e cutuco a ferida alheia, quero refrescar a memória daquelas pessoas que acham que alguém ou algo é novo, como se fosse a descoberta do século, quando na verdade ele/ela sempre esteve alí, talvez você não tenha visto. Duvidam? Então vamos lá (tenho certeza que serei apedrejada hoje, mas va bene):

– Britney Spears: Heeeeeeein, Carla. VOCÊ falando dela? Pois é, continuo achando que ela é mais visual que conteúdo, menos voz e mais playback… mas não há como negar que a mulher está aí há uns anos (desde 1998… ai meus teeny days). De lá para cá ela passou por muitas mudanças, físicas e psicológicas:

Muito antes do "It's Britney, bitch!" e atualmente

Independente de eu gostar ou não do trabalho dela, o fato é que a mulher tem seu nome na história da música pop antes de surtar, raspar o cabelo, engordar e dar a volta por cima. Aí a Britney veio ao Brasil esse ano, o povo dormiu na fila durante dias (nem critico, já fiz o mesmo), mas sempre que algum repórter pedia aos fãs para cantarem alguma música eles reproduziam trechos de “I Wanna Go”, “Till the World Ends” ou qualquer outra mais recente. Helloooooo! E “Ooops, I Did it Again”, “Stronger”, “Hit me Baby One More Time”, só para citar algumas (pois é, eu não gosto, mas conheço)? Outro dia zapeando os canais vi que a MTV redescobriu os vídeos antigos da cantora e passaram até “Lucky”. LUCKY, gente, a última vez que vi foi em o que, 2000?

A questão é que a americana sempre esteve aí, só que o povo só se lembra dela após os surtos que a mulher teve. E me desculpe, isso não é fã para mim, na minha opinião fã vai pesquisar a obra, mesmo que não o atraia, ao menos para saber mais sobre seu ídolo. Quem se apega somente aos dois últimos trabalhos, sorry, eu vejo como modinha (fica a dica de lerem a biografia AQUI). Ok, já podem jogar a primeira leva de pedras. hehehehe

– Bandas rock com mulheres de atitude: Agora serei espancada. hahahaha Deixando bem claro, não tenho NADA contra os músicos citados aqui, é esse oba-oba todo que me irrita. Se eu te perguntar agora o nome de uma banda de rock atual onde quem canta é uma mulher, que quebra os padrões atuais, compõe e tem opinião própria, muitas vezes colocando em suas letras experiências pessoais e virando referência para milhões de meninas (que inclusive copiam seus cabelos), você diria qual nome?

Chuto esse:

Paramore, para quem não conhece e é velhaco como eu

Insisto, não estou dizendo que o Paramore é ruim, até porque conheço pouco da banda. Mas o que me irrita é tratarem os jovens acima como quem descobriu a salvação do mundo! E oooi, não é de hoje que temos bandas de rock (ou pop rock) lideradas por mulheres de atitude. Querem só um exemplo? Quando eu tinha meus 12 ou 13 anos havia um grupo americano, nascido na Califórnia, onde a vocalista era uma mocinha de cabelo quase branco, que usava muito batom vermelho e visual pin-up, tops curtos que deixavam sua barriga sarada de fora, lingerie preta com roupa clara, calça de ginástica e tênis.

Além disso, ela vinha em uma época em que as referências femininas se chamavam Madonna (em sua fase Evita), Shirley Manson (liiinda), Spice Girls e All Saints. Aí a mocinha chegou com uma balada fossinha sobre o término do relacionamento dela com um dos integrantes da banda, assumiu o namoro com um dos galãs do rock da época e logo se tornou sex symbol e modelo de beleza e atitude. De quem eu falo? Gwen Stefani e o No Doubt, esses aqui:

Depois de a banda estourar no mundo todo, eles lançaram mais alguns álbuns não tão bem sucedidos, Gwen se casou, teve dois filhos fofos, saiu em carreira solo, criou grife de roupa adulta e infantil, perfumes, virou referência em moda e hoje ensaia a volta do No Doubt. O que estou falando é que, mesmo com uma diferençazinha de som aqui e alí, a história se repete: a cada 10 ou 15 anos aparece uma banda de rock liderada por uma mulher, que vai virar ídolo das meninas com suas idéias, depois vai seguir seu caminho e lá na frente outro grupo aparecerá. Então o Paramore não inventou a roda, gente. Parem de tratá-los como deuses, ok?

Só para quem não conhece, dois hits do No Doubt, a balada tocada exaustivamente e tema de muitos casais, “Don’t Speak” e em seguida “Just a Girl”, com mais atitude. Eu ainda recomendo ouvirem “Excuse Me Mister”:

Ah, só para fechar o assunto, o próprio No Doubt não foi uma novidade, antes havia uma certa banda punk muito boa, liderada pela Debbie Harry, chamada Blondie. Vale muito a pena clicar AQUI, AQUI e AQUI.

– Babuches/Clogs: Era uma vez, lá no final dos anos 80 e começo dos anos 90, um ser infeliz que resolveu colocar na moda um tamanco fechado na frente, com salto e solado de borracha ou madeira, muito usado duas décadas antes e de descendência holandesa. Criou-se aí uma epidemia de uma coisa chamada Babuche. Eu mesma tive uma, branca (what the hell was I thinking?), só que baixa e de borracha, menos mal.

Aí que o tempo passou e todos esses calçados infelizes foram doados, destruídos, jogados no fundo da gaveta e devolvido aos dançarinos holandeses. Porque afinal, quem iria andar com algo que não oferecia segurança ao andar, fedia horrores (porque né, calor tropical + sapato de couro fechado na frente + sola de madeira + altas chances de virar o pé + lançamento no verão = caos) e havia saído de moda? Dessa forma, a Babuche morreu.

Até que no ano passado a Chanel não tinha o que fazer e resolveu tirar uma com a nossa cara, relançando o produto, mas agora chamado de Clog. Pronto, virou febre e passamos a ver muito o ser abaixo:

Do lado esquerdo, o modelo antigo, dos anos 90, à direita, os do último verão. Viram a diferença “enorme” entre eles? O meu era branco, liso, com a sola preta assim. Eu devia ter tirado uma foto, acho que devo ter por aí. hahahahaha Mas a questão é que ficou provado mais uma vez o quanto a moda se tornou cíclica e pagamos com as nossas línguas. Aí a mulherada saiu por aí louca atrás desses tamancos horrendos, quando podiam ter guardado o antigo e agora falar que era vintage! Hehehehe

Nem preciso falar que já foram enterrados novamente, né? Quem aposta que daqui a pouco alguém os ressucita? Eles sempre estiveram aí, só foram rebatizados e recauchutados. Basicamente fizemos ortopedistas e fisioterapeutas mais felizes. hahahahaha

Ok, gente, era só para descontrair, não precisam me bater! Na verdade essa retrospectiva é uma forma de brincarmos. Mas eu deixo também o espaço em aberto para vocês me falarem de coisas “redescobertas” em 2011. Alguém lembra de algo?

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