Especial SPFW – Cultura

26 jan

Oi, gente!Tudo bem?

Estão achando que a São Paulo Fashion Week é só moda e festa? Não! Temos cultura também! Logo na entrada do pavilhão da Bienal, onde aconteceu a semana de moda, damos de cara com a exposição “Universo Criativo – Projeto Brasil 02″:

Quadro com informações

Aqui temos uma exposição com o trabalho de alguns estilistas e fotógrafos. Os manequins ficam em andaimes, separados pelas coleções e para mim, que embora não entenda muito de moda, gosta de arte, passam sempre alguma mensagem: poder, força, delicadeza, vida, entre outras foram as impressões que tive quando visitei o local.

São 3 mil metros quadrados de moda, vídeo, fotos e quadros, distribuídos entre pedaços de carvão, telões de TV com depoimentos, objetos pessoais e claro, roupas. Separei algumas imagens que achei interessantes e espero que gostem:

Achei bem interessante as peças da Gloria Coelho e acho que representam bem o universo da estilista. Eu, leiga, vejo ao mesmo tempo algo mais futurista, mas com um toque de elegância e delicadeza. À princípio podemos achar algo meio fora da realidade, mas pensem bem se não dá para usar esse vestido prateado da frente em uma festa? E quem disse que moda precisa ser feia?

Posso não entender lhufas de moda, mas continuo achando o trabalho do Reinaldo Lourenço incrível. É tudo tão fino, elegante, bonito e ao mesmo tempo sem frescuras que parece fácil de usar. Vi o desfile dele pelo telão do Boticário e tive a impressão de as roupas terem um ótimo corte e caimento, realmente deixando a mulher bonita. Isso sem contar que tinha coisas que podem ser adaptadas por nós, como saias na altura do joelho, veludo, couro, preto, vermelho, cinza e detalhes em verniz.

Na exposição encontrei muitos vestidos, dourado, pérolas, decote tomara que caia e princesa… mas tudo com a cara do estilista. Acho que de longe foi meu predileto!

Reparem nas texturas e como as cores do trabalho de Christian Cravo parecem contar uma história, mostrar uma mistura de delicadeza e força. Do lado esquerdo temos toda uma imagem que lembra as mulheres da década de 40 ou 50 e no lado direito, algo bem étnico, forte, parece coisa de rainha africana, não? Nem sei se era isso que ele queria passar, mas fiquei com essa impressão.

E quanto às roupas de João Pimenta? Ao mesmo tempo em que me trouxe a idéia de algo tribal, também me lembrou as texturas de peças do Nordeste brasileiro, claro que em itens que vemos mais na Europa (trench coats, calças e casacos). Esse eu achei bem cara de arte mesmo, daquelas de ficar observando e pensando.

Claro que tem muitas outras peças expostas na Bienal e eu sou bem leiga, dei o meu ponto de vista. Mas independente de você ser fã de moda ou não, acho que vale a pena ir até lá e conhecer um pouquinho mais da cultura nacional. Vale lembrar que a exposição é gratuita e fica no prédio da Bienal do Ibirapuera  até o dia 10 de fevereiro.

Só vou ficar devendo as informações como telefone e horário porque né, o site é atualizado acho que uma vez ao ano. E já dou um conselho, se puder, vá de ônibus ou táxi (o metrô ainda não chega lá, por mais absurdo que possa ser). Estacionar lá é caro e difícil!

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