A razão da música chiclete

20 jun

Oi, gente! Voltei!

Vocês com certeza já viveram essa situação: escutam uma música uma vez e pronto, já grudou na cabeça. Ou então do nada vem aquele verso e não sai mais. O pior é que muitas vezes você nem gosta dessa canção. Acertei, né? Mas por que será?

De acordo com a Dra. Vicky Williamson, da universidade Goldsmith, isso acontece porque a nossa memória guarda essas melodias de uma forma que, quando precisemos, o cérebro as encontre espontaneamente e rápido.

Explico: às vezes um verso, uma palavra, a melodia… algo daquela música é armazenado em nossas mentes, fazendo conexões com sentimentos ou situações que tenhamos passado. Ao lembrar de um deles, o restante é sequencialmente acionado. Um leva ao outro, capice?

Por isso que ouvimos certos artistas e lembramos de determinadas pessoas, ou associamos com música quando aprendemos língua. Exemplos básicos: quem nunca aprendeu o “have you ever” sem ligar com “Have you ever Seen the Rain, do Creedence Clearwater Revival? Ou ouviu “Twist and Shout, na versão dos Beatles, sem lembrar da cena clássica de “Curtindo a Vida Adoidado? É algo espontâneo e involuntário.

Até mesmo situações de estresse ou que gerem algum tipo de tensão passam por isso. Eu sou exemplo puro, dias antes de perder a minha avó eu ouvi “She’s Leaving Home, dos Beatles e associei com a partida dela, ficando triste e chorando. Por mais que eu goste da música (porque é boa mesmo), até hoje me lembro desse dia.

A Dra explica que isso pode acontecer porque nossos cérebros guardam os dados de formas codificadas e assim faz com as músicas, em maneiras diferentes, como reflexos de estímulos diferentes, o que volta no que falávamos antes de ser aquele sistema de associações, independente da qualidade da canção (isso explica então o motivo da música ruim grudar mais fácil?).

Isso me faz lembrar que, anos atrás, o Dave Grohl (sempre ele) explicou para a MTV americana a sua versão das músicas pop serem tão grudentas ou fáceis de serem assimiladas. Segundo o vocalista, elas são feitas no seguinte formato:

– Estrofe 1

– Estrofe 2

– Ponte (aquela parte que geralmente tem um ritmo diferente e antecede o refrão)

– Refrão

– Refrão

Aí entra um instrumental e a fórmula se repete. Lá para frente, volta só a ponte e os refrões, sendo esses repetidos até o final da música. Na época me lembro que peguei algumas canções para reparar… e não é que funciona? E mais, é assim até hoje! Sei lá se tem fundamento, mas acho engraçado como fica naquele sistema fechado, sempre dando certo.

Agora quero saber de vocês o seguinte: que música gruda na sua cabeça atualmente? Você se lembra de alguma que grudou tanto que até hoje você não consegue ouvir? Conte aqui para nós!

PS: A imagem é de reprodução, mas a matéria pode ser lida AQUI.

2 Respostas para “A razão da música chiclete”

  1. Stunts 20/06/2012 às 21:05 #

    Puuuuuutz, isso é foda mesmo =S

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