Sombras da Noite – Eu vi

25 jun

Oi, gente! Voltei!

Como sabem, sexta estreou o novo filme do diretor Tim Burton e estrelado por Johnny Depp, “Sombras da Noite”. Aproveitei o final de semana e fui ao cinema ver, já que gosto muito do resultado dessa parceria. Claro que conto aqui o que achei.

Imagem: Reprodução

Para quem gosta do trabalho de Burton, digo que talvez não seja o melhor deles, porque algumas das características típicas do diretor estão mais suaves nesse filme quando falamos da edição e ângulo, por exemplo.

As cores, carregadas em obras como “Big Fish” e “A Fantástica Fábrica de Chocolates”, foram trocadas por tons acinzentados, azulados e pretos, algo que já vinha desde “A Noiva Cadáver” e “Alice no País das Maravilhas”, porém com uma pitada de vermelho e laranja aqui e ali.

Não que seja ruim, ao contrário. Como “Sombras da Noite” é, acima de tudo, classificado como terror, acho que combinou com a proposta. Não vi também aquele recurso de aumentar ou diminuir pessoas, mas de certa forma foi bom porque deu chance a alternativas diferentes.

O que gostei bastante é que Burton deixou o texto amarradinho, com piadas irônicas espalhadas (insisto em dizer que seu trabalho está longe de ser classificado como “livre”) e utilizando a música como personagem.

Explico. Certo momento há a presença do cantor Alice Cooper (parece estranho no começo, mas faz sentido em um longa de Tim Burton, não?). Foi criado um contexto para isso, não parecendo um personagem encaixado no filme ou algo forçado como um merchandising em novela, entendem?

Os fãs de classic rock ou de canções dos anos 70 podem comemorar porque a trilha é toda baseada em hits dessa época. Além de Cooper cantando “No More Mr. Nice Guy”, temos “Bang A Gong (Get It On)”, do T-Rex, “Nights In White Satin” do The Moody Blues, “I’m Sick of You”, do Iggy Pop e “Top of the World” dos Carpenters (rendendo uma cena ótima, aliás).

Depp, no início do filme, me pareceu falar como Jack Sparrow, mas ao longo da história foi deixando sua marca. Helena Bohan Carter está excelente como a Dr. Julia Hoffman, obcecada pela juventude e eternamente bêbada. Não consegui encontrar nesse personagem nada que lembrasse a atriz que interpretou a Rainha Má de “Alice no País das Maravilhas”.

Gostei muito do trabalho de maquiagem realizado nos atores. Michelle Pfeiffer ganhou um ar de cansaço, típico de uma matriarca de família falida. Eva Green, como Angelique, estava perfeitamente caracterizada na cena em que sua pele se quebra como uma porcelana oca. E claro, Depp, como Barnabas, que conseguiu ter até o maxilar e os dentes modificados.

Imagem: Reprodução

No geral, acho que “Sombras da Noite” é um filme bastante interessante. Pode não ser o melhor trabalho do diretor, mas com certeza alegra os que gostam de seu trabalho. Vale a pena assistir!

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