Palavras do Du: Olhos rubros

6 ago

Oi, gente! Voltei!

E não, isso nem é uma miragem: hoje temos DOIS posts no Boyish ‘n Girly (milagre!) e com post do colaborador sumido, o Du. Hoje ele traz mais uma história verídica, daquelas de arrepiar os cabelos. Se preparem!

Imagem: Reprodução

Aos 9 anos, Michele estava entre o cheiro de mato, o silêncio e um novo começo na casinha do interior. Após a separação de seus pais, esta combinação parecia perfeita.

O silêncio oferecia noites tranquilas de sono em um lugar onde o vizinho mais próximo encontrava-se a algumas centenas de metros da janela de seu quarto, após uma extensa área verde. Mas também revela os pequenos ruídos escondidos nas frestas daquela casa simples do campo.

Os barulhos, sombras e luzes que não são percebidos nas casas agitadas da capital, naquela casinha, pareciam fazer parte da construção, assim como os tijolos escondidos pela pintura e acabamento das paredes.

Pelas noites tranquilas, era comum uma rápida sombra atravessar o corredor central, que terminava no quarto de sua mãe, ou uma voz muito discreta sussurrando nomes enquanto Michele e sua irmã Clarice lavavam a louça do jantar. Em certo momento, estas atividades não incomodavam, eram como uma quebra da vagarosa rotina das noites no campo.

A lua cheia iluminava as plantações em uma noite onde nada acontecera e Michele admirava a fotografia de seu ídolo pendurada na parede, aguardando o sono tomar conta de seu corpo para um merecido descanso. Porém o homem na fotografia não parecia ser seu adorado ídolo, algo estava errado.

Michele perdeu o sono, aquela figura tomara conta de seu poster, e os olhos do novo homem começam a avermelhar.

Olhos vermelhos! Olhos vermelhos que saltavam do quadro junto com aquela estranha figura. Michele estava surpresa e paralisada. As sombras, as vozes e as luzes eram inofensivas, mas agora aquele acontecimento parecia desafiar sua sanidade.

Outros olhos vermelhos apareciam do nada, na escuridão do quarto, acompanhados por uma música vinda de um orgão supostamente tocado na varanda. Não era um som alegre e as figuras de olhos rubros não estavam felizes!

Michele gritava, porém sua irmã e sua mãe não saíam de seus sonos profundos. Então resolveu levantar para acordá-las e percebeu que estava presa, como se os olhos a mantivessem amarrada em sua cama.

Sem motivo, de repente ela se libertou e acordou Clarice, que vendo a irmã em desespero, imediatamente levantou-se e correu em direção da porta.

Para a surpresa das duas, a porta não abria, parecia trancada. Após alguns minutos  tentando, a porta abriu-se por si e as duas correram para o quarto de sua mãe.

Até os dias atuais, Michele não consegue esquecer ou explicar o que houve naquela noite. Não houve festa, culto ou reunião na vizinhança que pudesse explicar o som daquele orgão sinistro. E as figuras, nunca mais apareceram!”

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