Vale ver: documentário “A um Passo do Estrelato”

9 jan

Oi, gente! Tudo bem?

Essa semana estava lendo o blog da Marina e ela fez uma indicação muito boa nesse post. Acabou que veio com a necessidade que eu tinha em voltar a escrever sobre outras coisas além do que já vemos aqui e que acabou de lado no ano passado, infelizmente (e por culpa minha também, admito).

Pois bem, tanto o post dela como esse aqui são para falar de um ótimo documentário, chamado “A um Passo do Paraíso” (ou “20 Feet From Stardom”, no original). Assim que acabei de ler a resenha da Marina, usei o link que ela sugeriu (sempre baixo de lá e nunca tive problemas), baixei e no mesmo dia assisti. É esse aqui:

Imagem: reprodução

Imagem: reprodução

Tá, Carla, mas o que tem de tão importante nesse filme? Se você, assim como eu, é um fã de música, daquelas boas mesmo e presta atenção aos detalhes, vai gostar de ver esse documentário sobre as backing up vocals de grandes nomes da música. Sabem a voz feminina (absurda de boa) em “Gimme Shelter, dos Rolling Stones? A responsável está lá.

Já ouviu falar de “Young American, do David Bowie, certo? Também é mostrado (inclusive eles usam esse mesmo vídeo), assim como Bruce Springsteen, Stevie Wonder, Sting, Bette Midler, Luther Vandross, Joe Cocker e tantos outros músicos de grande renome que, desde seu aparecimento, fazem uso de cantoras de apoio com altíssima qualidade técnica e talento.

Aliás, falando da música da banda de Mick Jagger, é emocionante o momento em que Merry Clayton volta ao estúdio e conta a história de sua participação, desde o momento em que foi convidada até o pós-gravação, chegando a ouvir sua voz cantando “rape, murder – it’s just a shot away” separada do restante da música. De arrepiar mesmo.

O legal do documentário foi saber como surgiram as backing vocals, como até mesmo uma questão por acaso, mas também uma luta racial, seguida do aparecimento na década de 60, a proximidade com grandes nomes da música e o declínio de algumas que chegaram a tentar a carreira solo, mas não obtiveram o mesmo sucesso.

É incrível pensar que talentos como Judith Hill, que chegou a cantar com Michael Jackson nos preparativos da turnê “This Is It”, estiveram tão perto de ter suas chances e algo as impediu. Ou Darlene Love, talvez a pioneira e mais respeitada artista, que ficou famosa há mais de 5 décadas, de repente trabalhar como doméstica (sem desmerecer a profissão, claro), porque sofreu uma “puxada de tapete” de Phill Spector, retomando sua carreira somente após os 40 anos.

Acho que serve para pensarmos em quantos talentos temos espalhados por aí e que foram esquecidos ou “substituídos” por outros, como a nossa memória está cada vez mais curta, que muitos desses cantores muitas vezes acompanham enormes destaques sem receber a devida atenção ou mesmo que a fama e o estrelato nem sempre acontece como a gente imagina ou espera.

Infelizmente, só encontrei o filme e o trailer em inglês, mas não achei tão complicado de entender. Dá para ver um pedacinho aqui:

Vale muito a pena baixar o filme e assistir. Vocês se lembram de alguém no Brasil que tenha sido backing vocal e depois recebeu o mesmo reconhecimento? O primeiro nome que me vem à mente é o de Daniela Mercury, que cantava na banda de Gilberto Gil. Mais alguém?

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