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Palavras da Val: Aquele disco riscado…

9 mar

Não sei se você conhece um negócio que se chama: disco de vinil.

Bom, eu conheço e cresci no meio de centenas deles, pois meu pai quinzenalmente trazia um. Eu adorava e também tinha os meus. Os preferidos eram os de historinha (coleção “Disquinho”, lembra???) e de temas de novela.

O tempo, os empréstimos não devolvidos e nosso cuidado extremo com este tipo de coisa fez com que perdêssemos uns oitenta por cento da coleção (viu como somos cuidadosos!?), mas ainda tem alguma coisa por aqui. Só não tem o ‘player’.

Player? Isso é termo novo. Minhas sobrinhas de oito e dez anos que falam, aliás, elas praticamente já nem usam CDs. Tudo agora é Youtube e MP3.

E se CD já é algo que está ficando velho, imagine os discos! Tempos bons e difíceis aqueles para manter nossas musiquinhas, pois se usava o toca-discos para reproduzir aquelas mídias e o mecanismo de leitura era feito através de uma agulha que passava pelas fissuras que continham as gravações.

Acontece que se havia algum risco no meio do caminho da agulha, a bicha ‘tropeçava’ e caía num ponto anterior já reproduzido.

Ai, a música ficava ‘atirei o pau no gato, pau no gato, pau no gato, pau no gato, pau no gato, pau no gato, pau no gato…’ indefinidamente até o gato morrer ou até que você tomasse alguma atitude (desligasse o aparelho ou levasse a agulha para um ponto fora do risco).

Mas, para que eu estou explicando tudo isso? É por que eu quero usar a expressão ‘Disco Riscado’! Sim e quero falar que há pessoas que parecem um disco riscado (estava com medo de metade deste juvenil público do blog já não entender mais o que é isso! Kkk).

Enfim, existem pessoas que sempre vem contar a mesma coisa. Incrível. É sempre o mesmo, às vezes só variam os envolvidos.

‘Fulano pegou dinheiro comigo e não me devolveu’, ‘meu namorado está dando bola para uma amiga que eu detesto’, ‘minha mina não sai do meu pé e fez o maior escândalo porque emprestei dinheiro pra minha mãe’ e etc. etc.

Sabe, toda a hora a mesma coisa? O duro é que as pessoas vão se afastando porque de início a gente até quer ajudar, mas depois ficamos com cara de concha porque a pessoa não só não resolve o objeto do primeiro problema que você estendeu a mão, como arruma outro idêntico logo depois.

E você lá perdendo tempo consolando, orientando, pra quê?

O pior é que tem gente que ainda acha que é vítima: “ai, porque isso sempre acontece comigo?”. Sempre acontece contigo porque você não muda o disco, fofys.

Se a gente não fizer algumas modificações no jeito de ser ou tratar as situações, obviamente nada vai mudar. É preciso ação para haver uma reação. É preciso ser crítico consigo mesmo porque na maioria dos casos a pessoa é quem não quer enxergar que é parcialmente responsável pela situação, mas prefere empurrar com a barriga.

Pense você também se seu disco não está riscado. Se estiver, passe a agulha à diante, jogue o disco fora e compre outro ou comece a usar MP3. Tome uma atitude antes que o gato morra por espancamento.

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Palavras da Val: Sobre Panelas e Laranjas

7 fev

“Desde o tempo em que o arco-íris era branco e preto (não tinha o colorido) tem uma massa de pessoas no mundo se perguntando: onde está a tampa da minha panela?

Toda a turma tem um, dois, três ou mais se fazendo esta pergunta e até mesmo a gente (confessooo!) um dia se pegou indagando isto e fica frustado pensando que, se até bueiro tem tampa, cadê o diacho da filha da boa senhora da minha tampa, cara… mujo!

As pessoas querem encontrar a metade da laranja que diz o Fábio Jr. que existe (no caso dele a fruta está mais pra mexerica de tanto pedaço, de tanto gomo para o qual este homem jura amor eterno na frente de um juiz) para assim serem felizes para sempre.

Tem uns que até arrumam umas laranjas. Mas, a fruta é um tanto perecível, saca!? Acaba apodrecendo e ai não adianta nada.

"As metaaaades da laraaaaanja..."

Então, como é que a gente encontra um parceiro legal???

Olha… sabe aquele bolinho de chuva que a mãe ou a avó da gente faz, mas que não tem receita? Você pede pra elas explicarem como faz e elas vão jogando os ingredientes na sua frente, um pouco de farinha, um pouco de açúcar, o ovo e aquelas medidas que ela tiram só de olhar pros trecos e que parecem muito óbvias pra elas, mas a gente não entende nada e não sabe reproduzir.

É exatamente isto. Existe, dá certo, tem gente feliz por ai, mas a receita mesmo é complicada de repassar, pois cada bolinho é um bolinho. Pra ficar gostoso mesmo é como a dança Créu que tem que ter disposição e habilidade.

Mas, os ingredientes para ajudar a você a achar uma boa tampa são maaais ou meeenos estes:

– Diabéticos podem gostar de açúcar??? Podem! Gostar, sim! A restrição deles é na hora de comer o açúcar. Então, ainda que você goste muito de certos doces por ai, tome cuidado com a glicose! Não adianta ficar atrás de maria-mole ou gelatina quando o que você precisa é de um pé-de-moleque doce, rígido e com amendoins da melhor qualidade!

– Qualquer coisa pode tampar uma panela, inclusive, outra panela. Por isso, dê-se a oportunidade de conhecer pessoas que podem até inicialmente não se parecer com aqueeela tampa de aço inox super brilho, mas podem se constituir de material durável, resistente e que cumpra a função de tampa melhor do que umas furrengas que existem por ai.

Isso não significa pegar qualquer coisa e nem baixar o padrão, mas ser mais objetivo e REALISTA quanto ao que você espera desta nova companhia. Não desista do negócio só por que encontrou um amassadinho!

– Livre-se dos utensílios domésticos inúteis. Aqueles que você usava no passado! Você sabe do que eu estou falando: defuntos, mortos-vivos, zumbis e assombrações de toda a espécie só devem fazer sucesso nos filmes. Se você não é um Steven Spielberg, Zé do Caixão ou não está fazendo uma refilmagem de Thriller, passa fogo nessa Turma do Penadinho porque, muitas vezes, ficam é atrapalhando e tomando o lugar de gente nova e mais interessante, tanto na sua vida quanto no seu pensamento!

– Uma pessoa com tampa não significa uma pessoa bem tampada… Então, não fique invejando e desejando o relacionamento alheio. Cada pessoa é uma diferente e também você não sabe o que realmente acontece no dia a dia das pessoas.

– Borboletas no estômago??? Para de ler Júlia, Sabrina, Mônica, Patrícia, Sebastiana ou seja lá onde você viu isso. Existem sim amores que disparam o coração na primeira vista e você vê estrelinhas, cometinhas, centelhas e fagulhas. Mas, nem todo o início é assim, portanto, não despreze uma conquista que possa acontecer de mansinho e vá tomando e completando a sua vida.

– A menos que você tenha registro no Conselho Regional de Psicologia (isso existe?) ou tenha feito um curso de hipnose, não ache que vai resolver os problemas de gente que é simples e demasiadamente problemático, a menos que você tenha bastante tempo ocioso ou valha muito a pena. Podemos ajudar as pessoas, nem todos os dias teremos flores e nuvens de algodão doce, mas não dá pra voar junto com kamikaze, né!?

– E por último e não menos importante, cuide de você, sem desespero. Por mais que alguém te ame muito a melhor pessoa do mundo para cuidar de você é você mesmo(a)! Curta bons amigos, bons lugares, bons filmes e tudo mais que contribua para o seu bem estar.

Não ache que você repele as pessoas por que é feio(a), gordo(a), esquisito. Muitas vezes você não é nada disso e além do mais, há gosto pra tudo! Hahaha

De “É o Tchan” a “Mozart”, há uma multidão de seguidores!!!

Enfim, como eu disse, não tem receita. Não existem certezas ou projetos prontos, então… pegue os ingredientes e faça o bolinho do seu jeito! Leve a vida leve!!!”

A Val é nossa colaboradora especial para comportamento, sempre de uma forma positiva e alegre. As opiniões e referências são exclusivamente dela.

Nova Colaboradora: Palavras da Val

17 jan

Oi gente, tudo bem?

Sabem aquelas pessoas que você pensa “como não conheci antes?” A nossa nova colaboradora é assim. Conheci a Val aqui na internet, alguns anos atrás e sempre admirei a inteligência, o bom humor e a facilidade que ela tem em colocar o que pensamos em palavras.

Conversa vai, conversa vem, achei que seria interessante trazer alguns dos pensamentos dela para cá. Ela vai aparecer aqui de vez em quando, sempre comentando algum tema. Mas se vocês quiserem sugerir algum, é só deixar nos comentários. E sem mais enrolações, vamos lá:

“Reinicializando sistemas

Amarrando o Burro. Imagem: omeulugar.wordpress.com

“Onde é que eu fui amarrar meu burro?”
Quem já não ouviu ou se pegou falando esta expressão algum dia na vida?

Em relacionamentos (ou construção de) então isso é muito comum e muitas vezes a resposta para a pergunta do início é muito simples:
– Em outro burro!!!
Lembra quando tinha prova sobre determinado livro e a gente lia somente o resumo pra saber do que se tratava?
Às vezes dava certo e às vezes não. Mas, neste caso, não tem como errar: é ler o encarte, tirar dez e correr pro abraço!

Aproveite e corra também pra bem longe do burro! Run, Forrest, run…
Não olhe pra trás!

Existem situações que nos deixam intrigados e procuramos dar uma explicação complexa e elaborada para o que está acontecendo.
No final tudo se resume num fato bastante simples: a pessoa que você está (tentando) se relacionar é complicada e não sabe ao certo o que quer (ou não sabe de verdade o que é bom).
Você até faz parte dos planos dela, sabe? Mas é um daqueles planos infalíveis do Cebolinha…

O mais provável é que, ao invés de você amarrar o seu burro numa estaca segura, montá-lo e ainda por cima tirar fotos de recordação com as crianças, você acabe sendo arrastado no pasto pelo outro burro, assim, sem rumo, sem direção e os dois não acabem em lugar algum.
Se for um burro empacado é bem capaz que os dois fiquem ao relento, sem comida.

Seja qual for a situação, ficar amarrado em um outro burro não é a melhor opção!
Vamos aproveitar o começo do ano e fazer uma faxina já que a maioria de nós precisa de pretexto pra tudo. Rsrsrs

Deu tela azul? Aperta o reset ai e se mesmo assim não quiser nem desligar, arranca da tomada!
Às vezes o outro burro nos faz perder excelentes oportunidades de encontrarmos estacas de ouro, ou então, pastagens mais viçosas.
E vamos conversando…”