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Sobre o branco criativo

3 jan

Oi, gente! Voltei.

Ontem, logo após o post de agradecimento, fiquei olhando aquelas estatísticas e pensando “poxa, para um blog de 2 anos (completamos hoje! Yeeeey!) e eu escrevendo diariamente, ainda temos um número muito pequeno de postagens”. Eu disse para vocês que sou perfeccionista, né? Estava demorando para encafifar com algo… hehehe

Aí comecei a analisar o motivo de eu não ter mantido a minha meta de 2 posts diários e minha conclusão foi essa:

Imagem: Reprodução

O Branco Criativo tem me visitado com uma certa frequência desde aproximadamente abril do ano passado, mesma época em que eu mudei de emprego. Então além da correria que ganho cada vez que começo em um trabalho, eu deixo de ser uma pessoa tão criativa. hahahaha

Hoje mesmo, antes desse post, fiquei olhando um bom tempo para a tela, sem saber o que escrever. Acho errado ser Control C + Control V de outros blogs, ou mesmo de releases porque afinal não fiz jornalismo à toa. Quando as assessorias enviam material, eu reproduzo, mas ao menos faço uma introdução (uuui) aqui.

Então quando vocês pereceberem um post só aqui ou textos bem curtos, não pensem que é preguiça minha (ela existe às vezes, mas não me impede). Culpem o Branco Criativo, ele sim me vence. Como hoje.

Amanhã eu volto, espero que com assunto também. heheheh Enquanto isso, que tal contar como vocês lidam com esse branco? E o que fazem nessa hora? Que tal também nos indicar seus posts prediletos nesses dois aninhos de Boyish ‘N Girly?

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Por onde anda…? Parte IV

4 ago

Oi gente, voltei!

O que vem à sua mente quando falamos em The Darkness? E se eu disser que é um grupo inglês de glam/hard rock, do comecinho de 2000 e que tem influências de Queen, Kiss, AC/DC, Judas Priest, Van Halen e outras? Esses aqui:

Imagem: Reproução. Lembrou agora?

Vamos saber mais sobre eles. O Darkness surgiu graças aos irmãos Justin e Dan Hawkins, com base em um uma banda de covers. Em 1997 Justin foi para a faculdade, enquanto Dan passou a freqüentar o circuito musical londrino, onde conheceu Frankie Poullain.

Aos finais de semana o estudante universitário e Ed Graham, amigo de longa data, visitavam Dan. Logo começaram a tocar rock progressivo, se intitulando Empire, mas não deu certo.

Justin participou de um concurso, cantando “Bohemian Rapsody”, do Queen, deixa seu irmão impressionado e com a idéia de retomar o grupo. Frankie estava na Venezuela, mas no primeiro chamado, retornou.

Graham abandonou sua antiga banda e assim nasceu o The Darkness. Em 2002 lançam o EP “I Believe in a Thing Called Love” e abrem shows do Deep Purple e Def Leppard.

Um ano depois sai o single “Get your Hands off my Woman”, alcançando o 36º lugar na parada britânica. Isso chamou a atenção da Atlantic Records, que colocou nas lojas o CD “Permission to Land”.

Tudo estava muito bem até que a gravadora pede para os rapazes regravar uma de suas canções, devido ao excesso de palavrões, para que o trabalho seja lançado nos Estados Unidos.

A banda concordou e em 2004 já haviam vendido 1,2 milhões de cópias na terra da Rainha e meio milhão em solo americano. Foram premiados em 3 categorias do Brit Awards e perdem um de seus integrantes (Poullain) um ano depois.

Rich Edwards o substitui, mas não participa das gravações de “One Way Ticket to Hell… and Back”, novo álbum. Após lançarem mais dois singles, Justin Hawkins sai da banda em 2006 direto para uma clínica de reabilitação, devido ao uso de drogas.

Nesse vazio, Richie assume os vocais e entra um novo baixista, Toby MacFarlaine. A banda é rebatizada como Stone Gods. A última notícia é um retorno do Darkness esse ano, com os integrantes originais e apresentação em festivais.

Eu me lembro de ouvir “I Believe in a Thing Called Love” na novela global “A Cor do Pecado” e também em “Bridget Jone’s  Diary 2”.

E só para refrescar a memória, que tal ouvir o grande hit da banda? E confessem: quem gostava deles?

Por onde anda…? Parte III

3 ago

Oi gente, voltei!

Estou adorando reviver antigos sucessos, porque trazem várias memórias de momentos que vivi. E continuo dizendo: se você lembra ou gostaria de saber o paradeiro de mais algum, deixe o nome aqui nos comentários, posso fazer um post sobre esse artista.

O de hoje é sobre uma cantora muito, mas muito famosa no início dos anos 90, nascida na Irlanda com o nome de Sinéad Marie Bernadette O’ Connor. Para nós ela se tornou famosa como Sinéad O’ Connor somente. Essa aqui:

Reprodução. Lembram dela?

Ela é a terceira de cinco irmãos e teve uma vida bastante conturbada e problemática. Sofreu abusos enquanto era criança, tentou o suicídio e assumiu ser homossexual. Por causa disso, foi excomungada ao tentar ser líder de uma seita. Quanta coisa, não?

Sinéad já se destacava pelo seu visual, com os cabelos raspados, algo bem diferente das cantoras da época. Ao mesmo tempo que tinha uma voz doce, era forte e decidida.

Sua carreira teve início em 1987, com o álbum “The Lion and the Cobra”, dedicado à sua mãe, falecida um pouco antes. O sucesso chegou e a levou para diversas apresentações em seu continente e também nos Estados Unidos.

Porém a cantora virou estrela em seu trabalho seguinte, “I Do not Want what I Haven’t Got”, de 1990, com o hit “Nothing Compares 2 U”. O single, composto pelo cantor Prince, logo fez de Sinéad uma das cantoras mais premiadas e reconhecidas.

No mesmo ano, ela participou de um show que deu origem ao DVD “Roger Waters – The Wall”, interpretando a canção “Mother”.

Em 92 lança seu terceiro álbum, “Am I not your Girl?”, com hits como “Don’t Cry for me, Argentina” e “Glommy Sunday”, mas se tornou mais famosa ao participar do programa humorístico Saturday Night Live e no meio de uma canção rasgou uma foto do Papa João Paulo II em plena rede nacional.

A partir daí foi criada uma enorme confusão e a imagem da artista ficou rasgada e manchada, sendo vaiada em um show tributo a Bob Dylan. Ainda assim ela lançou seu próximo CD, “Universal Mother”, com o single “Fire on Babylon” como grande destaque.

Sinéad também demonstrou seu lado político em “Gospel Oak”, com seis faixas dedicadas ao povo de Israel, Ruanda e Irlanda. Passou anos em silêncio, completamente fora da mídia, até lançar “Faith and Courage”, 11 anos atrás.

Nessa época, converteu-se a Igreja Tridente Latino, em seu país de origem e dedica seu tempo aos estudos da seita. Lançou ainda “Sean-Nós Nua”, com canções do folclore irlandês e o duplo “She who Dwells in the Secret Place of the most High Shall Abide under the Shadow of the Almighty”, com músicas ao vivo e também regravações.

Chegou a anunciar sua aposentadoria dos palcos e show business para cuidar de si e de sua família, foi diagnosticada com transtorno bipolar e quase morreu aos 33 anos, vítima de overdose.

Ela tem um filho com o produtor e músico Donal Lunny. Esse ano foi vista no Manchester International Festival, na Inglaterra, com uma aparência bem diferente da conhecida:

Créditos: Getty Images

Hoje a cantora possui 44 anos e deve lançar seu novo trabalho, “Home”. Confesso que gostava de “Nothing Compares 2 U” e cheguei a ver o SNL com ela. Mas depois realmente não soube mais. Se ela mantiver a mesma voz será ótimo, não?

Deixo AQUI o hit de Sinéad O’ Connor e me digam, quem mais se lembra dela?

Por onde anda…? Parte II

2 ago

Oi gente, tudo bem?

Ontem comecei a brincadeira do “Por onde anda…?” e hoje vim trazer mais um artista que teve um single meteórico e depois… sumiu. Mas como vi que nem eu mesma ia conseguir lembrar de muitos nomes, ampliei para aqueles que até continuam a se apresentar, mas sem tanto sucesso.

Alguém se lembra de Joan Osborne? Não, nem falo de parente do tio Ozzy, é dessa mocinha aqui:

Imagem: Reprodução

Nascida como Joan Elizabeth Osborne nos Estados Unidos, começou a ter seu nome reconhecido ao trabalhar com os integrantes do The Grateful Dead, embora alcançou o topo com seu hit “One of Us”.

A cantora nasceu no Kentucky mas se mudou para Nova Iorque em 1989, inaugurando a sua gravadora, Womanly Hips Music, para trabalhar como artista independente. Gravou seu primeiro álbum, chamado “Soul Show: Live at Delta 88”, ao vivo, com a intenção de soar como um bar e não um estúdio.

A idéia chegou até os diretores da gravadora Mercury, que a contrataram em 1992 e lançou um EP no ano seguinte, intitulado “Blue Milion Miles”, com duas músicas novas e a regravação de “His Eyes Are a Blue Milion Miles”, de Captain Beefhart. Ao mesmo tempo foi liberada para as rádios uma K7 com outras canções.

Uma delas, chamada “Chick” foi alterada pela gravadora em 1994, sendo acrescida ao segundo trabalho de Osborne, Relish. Um ano depois o trabalho foi lançado e recebeu boas críticas especializadas, mas pouco retorno do público.

Em novembro daquele ano saiu o single “One of Us”, ficando em 4º lugar na para da Billboard Hot 100 e fez com que o CD se tornasse um hit.

A própria cantora disse que a canção foi feita intencionalmente de uma forma mais “vendável” e ela teve que alterar sua forma de canto para que tivesse a sonoridade pretendida.

Somente nos EUA foram vendidas mais de dois milhões de cópias e logo Joan Osborne foi considerada uma das maiores revelações da música pop da década, colocada no mesmo nível de Janis Joplin. A partir daí a intérprete se apresentou com nomes como Bob Dylan e Luciano Pavarotti, gravando até um dueto com o segundo.

A turnê seguiu até 1998, quando músicas do seu novo trabalho, “Curds and Whey”, foram mostradas em uma edição de Woodstock, junto de performances de Pete Townshend, Lou Reed e Ziggy Marley. Tudo parecia bem, até que seu próximo single não alcançou o mesmo sucesso e a Mercury passou a deixar a cantora de lado, recusando a lançar o trabalho.

O contrato foi rompido e a Interscope trouxe Osborne para seu casting. Isso fez com que todo o material que seria utilizado para o terceiro álbum tivesse que ser refeito em poucos meses. A canção tema do álbum, “Righteous Love”, chegou a ser incluída no seriado Sex and the City.

Ainda assim o sucesso não foi alcançado e brigas começaram. A gravadora alegava que levou muito tempo entre os álbums, a artista afirmou falta de incentivo e parceria. Desde então outros discos foram lançados, muitos com regravações, mas sem alcançar o mesmo êxito de Relish.

Em 2008 ela lançou seu primeiro trabalho de inéditas em oito anos, “Little Wild One”, com o mesmo estilo do início de sua carreira e a mesma parceria da produção de seu álbum mais famoso.

Para quem não se lembra, fica aqui o maior hit de Jean Osborne, “One of Us”:

Amanhã eu volto com mais um artista sumido ou ressurgido das cinzas.